O Tempo: Nosso Amigo ou Adversário

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O TEMPO: NOSSO AMIGO OU ADVERSÁRIO?

      “Há um tempo certo para cada coisa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu.” Eclesiastes 3.1

9bcfe66f1e9f060d103d273be651341e      Certo pai cobria seu filho de presentes, brinquedos, viagens, roupas de marca, tudo o que era de mais moderno e que sinceramente muito de nós queríamos. Só havia um problema: Seu pai não tinha tempo para usufruir com seu filho! Nas viagens ele ia com uma pessoa responsável, na hora de brincar com seus brinquedos caros e modernos tinha que ser com algum amigo ou empregado da casa. Um dia ele perguntou a seu pai: Pai quanto o senhor ganha por um dia de trabalho? Seu pai respondeu: Ganho tal valor. Seu pai nem se quer perguntou o porquê daquela pergunta. Um dia antes de dormir seu filho o chamou e disse: Pai tenho algo para o Senhor! Entregou-lhe um envelope, ao abri-lo havia o tal valor pelo dia de trabalho que seu pai havia dito que ganhava. O pai perguntou: O que significa isso meu filho? O filho respondeu: Esse é o valor que o senhor me disse que ganha pelo seu dia de trabalho lembra? Sim, mas o que isso quer dizer? Quero que amanhã o senhor passe o dia comigo, e esse é o dinheiro que o senhor ganharia se fosse trabalhar.

Como podemos saber se o TEMPO é nosso amigo ou adversário? Quando começamos a entender que ele pode ser usado tanto a nosso favor como contra nós.

Nesse texto de Eclesiastes a palavra do Senhor garante que ele nos presenteou com o tempo e que o tempo daria para executarmos cada propósito. Qual é o problema então? O problema é que nós não respeitamos nem valorizamos o objetivo do tempo. Observe o quanto o tempo é útil e importante para cada coisa. Sigamos todo o capítulo e vejamos alguns exemplos:

Tempo de nascer, tempo de morrer.
Tempo de plantar, tempo de colher.
Tempo de chorar, tempo de sorrir.
Tempo de abraçar e tempo de deixar de abraçar.
Tempo de ganhar e tempo de perder.
Tempo de calar e tempo de falar.

Deus em sua soberania nos presenteou com o tempo para no mínimo duas coisas: Aprendermos e Usufruirmos. Sabe qual é o nosso problema? É que nós além de não respeitarmos a soberania de Deus, não entendemos o propósito pelo qual ele nos presenteou com o tempo. Voltemos aos exemplos e meditemos:

  • Tempo de nascer e tempo de morrer: Deus nos deu o presente da vida e nascemos. Mas, quantos bebês são abortados por suas mães por não respeitarem o tempo deles nascerem? Quantos de nós nos revoltamos com Deus por algum amigo, parente, família que perdemos com a morte, quando deveríamos agradecê-lo por ter nos presenteado com o tempo que viveram conosco.
  • Tempo de plantar, tempo de colher: Tempo de plantar é tempo de trabalhar, investir, se dedicar, pagar o preço. Tempo de colher é o tempo de usufruímos do que trabalhamos, do que investimos, do que nos dedicamos e do que pagamos o preço. Mas, o que nós fazemos? Não respeitamos o tempo de plantar e sem plantar não temos como colher.
  • Tempo de chorar, tempo de sorrir. Tempo de chorar é o tempo da dor, dos sofrimentos, humilhações, perseguições, traições, decepções e etc. O tempo de sorrir é o tempo da alegria. De usufruirmos do apoio, da fidelidade, e do reconhecimento das pessoas com as quais nos relacionamos. Mas, o que fazemos? Queremos apoio, fidelidade, reconhecimento, mas não respeitamos o que o tempo da dor nos ensina.
  • Tempo de abraçar e tempo de deixar de abraçar. Tempo de abraçar é o tempo de aproveitar as oportunidades de conquistarmos amigos, vivermos momentos com as pessoas que amamos e nos amam, de criar laços que somente o relacionamento profundo pode produzir. Tempo de deixar de abraçar é quando realmente não temos tempo ou não sabemos administrá-lo para estar com estas pessoas. Mas, que fazemos? Desperdiçamos o tempo que deveríamos conquistar, e criar laços e reclamamos quando as pessoas se afastam de nós e nos excluem de suas programações porque sentiram e perceberam que não tínhamos tempo para elas. Quantos amigos se afastaram por se sentirem abandonados por nós? Quantos se feriram por um simples telefonema que não demos com a desculpa de que não tivemos tempo. Quantos lares estão sendo destruídos porque as famílias não tem mais tempo para lazer, conversar e nem de fazer as refeições juntos. Quantas de nossas crianças estão sendo educadas e criadas em creches ou com babás, porque nós não temos tempo para educá-las e cria-las porque trabalhamos, estudamos e etc.
  • Tempo de ganhar e tempo de perder. É o tempo que temos vantagem, lucro, temos razão estamos sempre por cima. Tempo de perder é quando se vão nossas vantagens, nossos lucros, nossa razão. Mas, o que fazemos? Estamos dispostos a ter vantagens, lucros, razão, mas não queremos perder. Não entendemos que às vezes precisamos ter prejuízos e perder mesmo tendo razão.
  • Tempo de calar e tempo de falar. Tempo de calar é aquele tempo que ninguém nos ouve ninguém nos compreende ninguém nos vê. Tempo de falar é aquele que todos querem ouvir nossas experiências nossos conselhos, querem estar conosco. Mas, o que fazemos. Não respeitamos o tempo de calar e queremos que as pessoas nos ouçam, nos compreendam e nos vejam, quando elas não estão preparadas para entender nem compreender o processo que muitas e quase todas às vezes o próprio Deus usa para nos tratar. Queremos falar, falar e falar. E assim nos machucamos e machucamos as pessoas que nos cercam.

tempo-838x559  Concluindo: O tempo pode ser nosso amigo ou nosso adversário. Tudo só depende de nós. Porque o tempo trabalha para o propósito para o qual foi nos dado. O tempo nos ajuda tanto nascer como morrer. Tanto a plantar quanto colher. Tanto a chorar quanto sorrir. Tanto a abraçar quanto deixar de abraçar. Tanto ganhar quanto perder. Tanto a calar quanto a falar. Diferente do pai da nossa ilustração, nosso Deus nos presenteou com o tempo e dentro desse tempo ele nos capacita a fazer todas essas coisas e o mais importante de tudo é que ele faz questão de participar ativamente, passando e vivendo tudo isso ao nosso lado.

O que temos feito com o nosso tempo? O que ele tem sido para nós amigo ou adversário? Que possamos reconhecer que Deus deixou muito claro que ele um dia cobrará de nós. Assim como aquela criança da nossa ilustração cobrou do pai a sua presença, Deus cobrará o tempo que ele nos deu para usufruirmos da sua presença e nós desprezamos.

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